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Não seja rico, seja próspero!

Não seja rico, seja próspero!

Uma vez em 2014, conversando com um colega de trabalho sobre o futuro, ele falou: “Não tenho vontade de ser rico, na verdade, eu quero ser próspero. É bem diferente! ”.

Confesso que na hora fiquei sem entender e fiquei me questionando sobre a diferença entre prosperidade e riqueza por algum tempo e percebi que realmente existe algumas diferenças!

Um dos pontos que nos leva a NÃO perceber essa diferença é por meio da nossa formação cultural, pois associamos rapidamente o consumo à felicidade de vida.  

Provavelmente, alguém já perguntou: “O que deseja para o futuro? E, provavelmente – bem provavelmente- tenho respondido: “quero estar num emprego melhor”, “Quero estar ganhando mais”, “Quero comprar tudo o que eu tiver vontade”, “Quero um carro novo” e, por fim, “QUERO SER RICO”.

Mesmo sem perceber, cruzamos informações - talvez pelas nossas expectativas ou vivências -que o dinheiro é o único fator no mundo que pode trazer felicidade. Mas entra um questionamento: se quero alcançar a felicidade, então tenho que ser rica?

A resposta é não!

Todos nós sabemos que o dinheiro ajuda de fato ter uma condição de vida melhor, mas pensar que o dinheiro é a fonte da felicidade da existência humana é um erro. Podemos perceber pelos nossos desejos de consumo, que nunca saciam.

A cada ano que passa, queremos o carro do ano, queremos usar roupas com as marcas do momento e, se entrarmos sempre nessa onda, não passaremos de prisioneiros do consumo, pois isso é um ciclo.

OK, mas onde a prosperidade entra nessa história?

No livro “Os 10 mandamentos da prosperidade” de Marcos Silvestre, o autor cita que para  alcançar a prosperidade, tem que fazer o contrário que gastar, ele lista como “Poupar sempre”, então já percebemos que a prática de gastar para ser feliz ou próspero está fora de cogitação.

Nesse sentido, a prosperidade está na amplitude que as oportunidades te proporcionam, ou seja, o crescimento que você tem como um todo, não somente com as conquistas materiais, mas nas diversas áreas da vida, como relacionamentos sociais e afetivos, crescimento intelectual, equilíbrio emocional, vivências e contato com outras culturas, tudo que lhe proporciona um crescimento que será carregado para o resto da vida.

Aprenda uma coisa: dinheiro não traz felicidade!

Tempos atrás, fizemos uma matéria sobre gastar o seu dinheiro com experiências e não com coisas, e mostramos que a maior dificuldade da nossa sociedade atual é a adaptação, pois nunca nos adaptamos com algo. Falamos sobre isso mais a cima.

Nós achamos normal esse estado de troca e também a não-adaptação e desapego das coisas, ou seja, nossa cultura foi feita para gastar e esse gasto nos traz satisfação, consequentemente, a falsa sensação de prazer. Se não vivemos numa vida de constante troca, vivemos numa vida estagnada (adaptação/não adaptação).

E sabe por que o dinheiro não traz felicidade? Porque não é só ele que move a vida do ser humano.  O povo brasileiro é um exemplo disso.

A partir do novo critério de classificação social, uma pesquisa feita em 2014 mostrou que 68% dos brasileiros pertencem às classes C, D e E, isso significa que pessoas que pertencem a essas classes, estão no grupo de pessoas com menores rendas do país e, apesar de todo cenário triste da economia e política brasileiro atual, o povo brasileiro ainda é um povo feliz.

Um estudo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2016, mostrou o ranking dos países mais felizes do mundo, o Brasil apareceu na 17° posição, à frente de países desenvolvido como Grã-Bretanha, França e Itália. Isso mostra que apesar de todo os recursos aplicados na nesses países, existe uma insatisfação na população, o que gera uma infelicidade.

Não que a pobreza seja sinônimo de uma vida feliz, mas mostra que a prosperidade é uma postura de vida que você toma em meio a dias supérfluos e obscuros. E sim, existem ricos prósperos, assim como pobres.

A prosperidade nesse sentido, externa o interior do ser humano (que pode ser uma verdadeira riqueza) e mostra a conquista no qual levará experiências ao longo da vida e não uma satisfação momentânea.

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