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Islândia se torna o primeiro país do mundo a exigir que empregadores comprovem igualdade salarial

Islândia se torna o primeiro país do mundo a exigir que empregadores comprovem igualdade salarial

Nesta quarta-feira, 08 de março, data em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a Islândia anunciou que será o primeiro país do mundo a fazer com que os empregadores provem que oferecem igualdade de remuneração, independentemente de gênero, etnia, sexualidade ou nacionalidade.

O governo liderado por Bjarni Benediktsson informou que a proposta de lei será aplicada a todos os empregadores com mais de 25 funcionários que exercem a mesma função, e a medida não se aplica somente para o setor privado, mas também ao setor público e a decisão tem apoio dos partidos da oposição.

O país, que tem uma população de cerca de 330 mil habitantes, quer erradicar a diferença salarial entre homens e mulheres até 2022.

Em outubro de 2016, milhares de islandesas saíram do trabalho às 14h38 para protestar junto ao parlamento contra a desigualdade salarial de gênero. A hora em que as mulheres protestaram, faz referência a um cálculo feito por grupos de defesa dos direitos das mulheres, que indicou que, a partir daquela hora, as mulheres trabalham de graça.

A Islândia foi classificada como o melhor país do mundo para a igualdade de gênero pelo Fórum Econômico Mundial, mas as mulheres islandesas ainda ganham, em média, 14 a 18% menos que os homens.

O ministro de Igualdade e Assuntos Sociais, Thorsteinn Viglundsson, afirmou que “é hora de fazer algo radical sobre essa questão“.

BRASIL

Diferentemente da Islândia, em 2016, o Brasil perdeu 22 posições no ranking de igualdade de gênero e um dos motivos foi a ausência de mulheres no comando de ministérios do governo do Temer. O quesito Empoderamento Político da pesquisa do Índice Global de Desigualdade, tem muita relevância, o que ajuda na queda de posições no ranking.

Além das questões de representatividade política, o mercado de trabalho para a mulher brasileira a desvaloriza muito com questões que atrasam seu desenvolvimento e direitos como trabalhadoras.

A PEC 287 é um dos fatores que afetam negativamente o público feminino, pois a emenda constitucional altera regras da previdência social e assim, reduz os direitos trabalhistas das mesmas.

O Portal do Saber preparou um vídeo para esclarecer como a reforma da previdência afeta as mulheres. Assista:

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